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CPI DA COVID:
“Não tenho como saber o que acontece nos ministérios”, dispara Bolsonaro sobre o caso Covaxin

O presidente conversou com apoiadores sobre os indícios de irregularidades em torno da aquisição da vacina indiana…

Publicado

em

CPI da Covid

Imagem destaque: Presidente Jair Bolsonaro | Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

Mergulhado no olho do furacão de mais uma crise política, o Presidente Jair Bolsonaro revelou nesta segunda-feira (28), que “não tem como saber o que acontece nos ministérios”. A revelação foi feita durante bate papo com apoiadores se referindo a compra da vacina Covaxin.

Indícios de irregularidades na aquisição pelo Governo Federal de doses da vacina indiana Covaxin têm sido alvo principal das discussões da CPI da Covid nos últimos dias.

Para agravar a situação, o servidor do Ministério da Saúde e responsável pela área de importação, Luis Ricardo Miranda afirmou durante depoimento que detectou possíveis irregularidades na compra.

Ainda durante depoimento, Luis Ricardo Miranda e seu irmão, o Deputado Federal Luis Miranda (DEM-DF), foram categóricos em dizer que chegaram a alertar o Presidente Jair Bolsonaro, sobre a suspeição na aquisição dos imunizantes, durante encontro no dia 20 de março.

Durante conversa com apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que “confiança nos ministros” e não sabe de tudo o que acontece nas pastas.

“Eu recebo todo mundo. Ele que apresentou, eu nem sabia da questão, de como tava a Covaxin, porque são 22 ministérios. Só o ministério do Rogério Marinho [Desenvolvimento Regional], tem mais de 20 mil obras”, revelou.

“Então, eu não tenho como saber o que acontece nos ministérios, vou na confiança em cima de ministros e nada fizemos de errado”

, afirmou Bolsonaro.

Líder do governo

No seu depoimento à CPI da Covid, o Deputado Federal Luis Miranda revelou ainda que, quando fez a menção de suspeitas sobre o contrato ao presidente, Bolsonaro, bastante irritado, reagiu dizendo: “Isso é coisa de fulano”, em referência a um parlamentar.

“Ele diz: ‘isso é coisa do fulano. [Palavrão], mais uma vez’. E dá um tapa na mesa”, contou Miranda.

Inicialmente, o Luis Miranda (DEM-DF) se manteve contrário a revelar o nome do parlamentar citado por Bolsonaro, porém, ao final de seu depoimento, informou que se tratava do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Suspeitas de irregularidades

O ex-chefe do setor de importação do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, afirmou ter se recusado a assinar um documento (espécie de nota fiscal internacional) da compra da Covaxin, porque, na sua avaliação, havia indícios de irregularidades.

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