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Prefeito de Barreiras responsabiliza Estado por morte de paciente na UPA

Zito Barbosa acusa Governo do Estado pela morte de paciente na UPA, criticando a fila de regulação estadual

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Morte de paciente na UPA

Notícias de Barreiras: O prefeito de Barreiras, Oeste da Bahia, Zito Barbosa, responsabilizou diretamente o Governo do Estado da Bahia pela morte de um paciente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Santa Luzia. Em seu discurso durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família Alyne Roberta de Souza André, no bairro Cidade Nova, Zito destacou a falha no sistema de regulação do estado, classificando-o como “fila da morte”.

Acusações de Zito Barbosa sobre a morte de paciente na UPA

Durante a inauguração, Zito Barbosa relatou o caso de um paciente que faleceu após esperar por dez dias na fila de regulação sem sucesso. “Recentemente, uma grande amiga perdeu o pai na UPA, esperando a tal regulação por 10 dias, que nunca saiu. Infelizmente, ele veio a falecer na UPA. E aí, a culpa é do prefeito? A culpa é do secretário? Não, a culpa é do Estado que não faz por Barreiras o que ela merece”, declarou o prefeito.

A falta de necessidade de alianças políticas segundo o prefeito

Zito Barbosa enfatizou que não há necessidade de ser aliado político para que Barreiras receba o que é de direito. Ele argumentou que mesmo sem alianças com o governo estadual, sua administração continuará lutando para mudar a realidade da saúde pública no município. “Nós vamos mudar essa história. Nós vamos continuar lutando para mudar a realidade de Barreiras”, prometeu.

Contradições e retaliações na política estadual

Além das críticas ao governo estadual e à falta de investimentos em Barreiras, Zito Barbosa também fez um paralelo sobre a falta de necessidade de alianças políticas. Ele destacou que Barreiras não tem recebido investimentos porque não possui prefeito aliado ao governo do estado. “Estão investindo em municípios próximos, como Ibotirama, Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da Vitória, e Barra, porque lá têm prefeitos aliados que abaixam a cabeça para eles. Aqui tem um prefeito que não abaixa a cabeça para eles”, disse Zito, referindo-se ao governo estadual.

Zito Barbosa ressaltou que por não ser aliado do governo federal nos últimos anos, a cidade enfrenta dificuldades para receber benefícios. Ele mencionou que há recursos federais disponíveis, mas enfrenta obstáculos burocráticos para utilizá-los. “Ontem, eu estava em Brasília, no Ministério que trata da parte dos convênios, e lá tratando os convênios que Barreiras tem para receber. Temos mais de seis milhões na conta da educação do FNDE para construir mais três creches. Travamos uma luta para simplesmente autorizar a licitação para a gente construir essas creches”

, afirmou.

Análise crítica da gestão e das alianças políticas

A situação exposta pelo prefeito Zito Barbosa levanta questões sobre a eficácia da gestão municipal e as relações políticas necessárias para a obtenção de investimentos estaduais e federais. As críticas à regulação estadual e a falta de investimentos em Barreiras refletem um cenário complexo, onde a política e a gestão pública se entrelaçam, afetando diretamente a vida dos cidadãos.

A responsabilidade pela morte do paciente na UPA, atribuída ao governo estadual pelo prefeito, destaca a necessidade de uma revisão no sistema de regulação e de uma maior colaboração entre os diferentes níveis de governo para garantir o atendimento adequado à população.

Em suma, a acusação de Zito Barbosa ao Governo do Estado da Bahia pela morte de um paciente na UPA de Barreiras evidencia as tensões políticas e as consequências práticas para a saúde pública na região, exigindo uma reflexão profunda e ações concretas para evitar que casos como este se repitam.

Reflexão sobre a necessidade de alianças políticas

Apesar de Zito Barbosa ter sido aliado do governo federal durante seu primeiro mandato, Barreiras não recebeu os benefícios esperados, o que levanta a questão: é ou não necessário ser aliado político para obter investimentos? A falta de recursos destinados ao município pode ser atribuída à ausência de alianças com outras esferas governamentais ou, alternativamente, a uma possível deficiência do próprio prefeito em estabelecer relações eficazes com os governos estadual e federal. Esta reflexão aponta para a complexidade das dinâmicas políticas e a necessidade de uma gestão pública que transcenda as alianças partidárias para garantir o bem-estar da população.