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Vida e Saúde

Vacina contra COVID-19: Plano de imunização no Brasil está na fase preliminar

A vacinação deve ocorrer em 4 fases, a princípio com os grupos mais vulneráveis à doença. Saiba mais sobre as vacinas que podem ser utilizadas nesse plano

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Vacina contra COVID-19

Imagem destaque: Foto: Joel Saget / AFP

Vacina contra COVID-19: O Brasil tem ampla experiência na distribuição de vacinas. O Programa Nacional de Imunização (PNI) do país já foi conhecido como um dos melhores do mundo. Mas apesar desse sucesso e do momento de crise na qual a humanidade se encontra, o plano de imunização para utilizar a vacina contra COVID-19 no Brasil ainda está na fase preliminar.

Enquanto isso, outros países, como Reino Unido, Itália, Alemanha e Estados Unidos já estão com seus planos prontos para serem executados. Afinal, várias vacinas contra COVID-19 já estão na fase final de estudo e apresentaram resultados promissores no combate à doença.

Vacina contra COVID-19: Saiba mais sobre as principais candidatas

Vacina contra COVID-19
Foto: reprodução UOL

Os resultados referentes à vacina desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com o laboratório alemão BioNTech, mostraram que ela alcança uma eficácia de 95% no combate ao coronavírus. E tudo isso sem apresentar efeitos colaterais graves.

Esses resultados foram tão bons que a Pfizer pediu autorização para o uso de sua vacina contra COVID-19, em caráter emergencial, na Europa. Os ingleses já se adiantaram e aprovaram o uso da vacina da Pfizer e BioNTech no país. A previsão é que eles comecem a vacinação na próxima semana.

Outra candidata que também já pediu autorização para ser utilizada na Europa e EUA é a vacina contra COVID-19 desenvolvida pela farmacêutica Moderna, que atingiu uma eficácia de 94,1% e não apresentou problemas sérios de segurança.

Já a vacina contra COVID-19 produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca chegou a apresentar resultados positivos, que indicavam uma eficácia entre 62% e 90%. Porém, essa grande variação nos resultados provocou questionamentos na comunidade científica e revelou uma sucessão de erros na produção dessa vacina. Por isso, ela deve passar por um novo período de testagem.

Além disso, é impossível falar sobre vacina contra COVID-19 sem mencionar a Cononavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A vacina está na fase final de testes e apresentou resultados positivos na fase 1 e 2.

Porém, os resultados referentes à fase 3, última fase do estudo, ainda não foram divulgados. Apesar disso, um lote com 600 litros de matéria-prima para a fabricação da Coronavac chegou nessa quinta-feira (03) em São Paulo. O lote é suficiente para produzir mais de 1 milhão de doses de vacina, mas ainda precisa da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (https://www.gov.br/anvisa/pt-br) para ser utilizada.

Vacina contra COVID-19: Brasil ainda não tem plano de imunização definido

Vacina contra COVID-19
Foto: Reprodução Revide

Apesar dos resultados promissores, Ministério da Saúde informou que ainda não existe data definida para a aplicação da vacina contra COVID-19 no país, nem apresentou como será a logística de distribuição dos imunizantes.

Até agora, o governo investiu R$ 42,5 milhões no Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19 (Covax Facility) promovido pela Organização das Nações Unidas, bem como R$ 100,4 milhões na vacina da Universidade de Oxford e Astrazeneca. Porém, ainda não existe acordo para o uso das demais vacinas, incluindo a produzida pela Pfizer, que será utilizada no Reino Unido.

Por enquanto, após sofrer pressão até mesmo do Tribunal de Contas da União, o Ministério da Saúde divulgou apenas um plano de vacinação preliminar em 4 fases, dividido de acordo com os grupos mais vulneráveis a contaminação por COVID-19.

• Na primeira fase, serão vacinados os trabalhadores da área da saúde, idosos a partir dos 75 anos de idade, bem como pessoas com 60 anos ou mais que residem em instituições de longa permanência, além dos povos indígenas.
• Na segunda fase, é a vez dos idosos de 60 a 74 anos.
• Em seguida, na fase 3, serão vacinadas as pessoas com comorbidades que podem agravar o quadro de saúde provocado pelo coronavírus, como doenças renais crônicas e cardiovasculares.
• Já na fase 4, professores, profissionais da área de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e presidiários devem ser imunizados.

Vale lembrar que o governo não através do Ministério da Saúde não deve promover a vacinação para toda a população no próximo ano. A perspectiva é que 109,5 milhões de pessoas sejam imunizadas em 2021.

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