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Espanha: Segue caindo o número de mortos e Covid-19 continua marcando presença

País atinge o menor número de falecidos em dois meses

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Sandra Cristina | Correspondente na Espanha | Imagem destaque: “Usar luvas é muito perigoso, melhor lavar as mãos”

Os falecidos caem a 87 nas últimas 24 horas, o número mais baixo em dois meses. 2.719 pessoas receberam alta em um dia em Espanha, enquanto que se detecta 421 novos contágios, hoje 327 pacientes estão hospitalizados e 28 em UTIs.

Com estes números e com muito otimismo, mais da metade da Espanha entrará a partir de amanhã na fase I, com mais liberdade de movimento, com mais lojas abertas, com mais horas para estar nas ruas e muitas outras vantagens, mas para isso, o Governo vai regular “nos próximos dias” o uso de máscaras “nos lugares públicos”, com a intenção de prevenir novos contágios e com eles, um surto, porque “o vírus está aí e vai ficar entre nós durante muito tempo”. O Ministro da Saúde, Salvador Ilha, declarou que “temos que reforçar a obrigatoriedade do uso das máscaras” e para tanto, o Executivo vai equipar todas as cidades com mais de 10 mil habitantes com entrega de máscaras e garantir que todas as farmácias possam estar preparadas com estoques para vendê-las a um preço já estipulado em 96 cêntimos de euros, o equivalente a mais ou menos 5 reais, lembrando que se trata da máscara cirúrgica e que não deve ser usada mais de 4 horas.

O diretor do Centro de Coordenação de Emergências e Alertas Sanitárias, Fernando Simon, voltou a alertar o perigo de se usar luvas “é muito perigoso se não se faz bem”, já que tocar o rosto com os luvas sujas é como não estar usando nada. “É mais seguro manter as distâncias e lavar as mãos”, enfatizou.

O Presidente Pedro Sanchez, que com a deste domingo, já realizou 10 reuniões telemáticas com os governadores e prefeitos das cidades, se reuniu mais uma vez em plena polêmica com a comunidade de Madrid que permanecerá na fase zero e com o pedido na próxima quinta-feira da última prorrogação do Estado de Alarme, esta vez de um mês.

Com toda essa crise sanitária, já se soma a crise econômica. Milhares de pessoas desempregadas e muitas famílias já passando por necessidades. Os centros de ajuda comunitária estão repartindo centenas de toneladas de alimentos em todo país e não sabem até quando conseguirão suprir as necessidades.

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