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Espanha: leve subida com fortes tendências a baixar

Rússia está à frente da Espanha com 232.243 casos

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A epidemia do covid-19 cobrou nas últimas 24 horas 184 vidas e infectou 429 pessoas. São cifras muito similares a do dia anterior, uma estabilidade nos dados que se reflete praticamente em todos os indicadores e que não alteram a tendência de baixa que se vem observando desde as últimas semanas.

Em total, 27.104 pessoas faleceram por coronavírus e 228.691 foram diagnosticadas com provas PCR, a mais confiável. Segundo esse marcador, Espanha já não é o país com mais casos da Europa. Rússia está na frente com 232.243 casos.

“Existe um pequeno estancamento, são as mesmas tendências por debaixo de 200 falecimentos dos últimos dias”, afirmou hoje Fernando Simon, diretor de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias. Oito dos 13 dias de maio a cifra de mortos tem caído para menos de duas centenas.

“Entendemos que esses números se manterão caso não haja mudanças por mau uso das novas condições de mobilidade que temos”, disse Simon.

O Fernando Simon se deteve nesta quarta-feira, em sua roda da imprensa, a analisar os casos internacionais. Além de Rússia, a evolução de diagnósticos faz pensar que o Reino Unido também superará pronto a Espanha. Que já se encontra na faixa baixa enquanto a incidência por habitantes nos últimos 14 dias. Somam 25 por 100.000, enquanto que Rússia são 95 e em Gran Bretanha,98.

Enquanto a taxa de letalidade (morte em relação com os positivos), Espanha registra um 11,9%, aproximadamente na média com os países com mais casos, a exceção de Rússia, que tem uma cifra excepcionalmente baixa (0,9%) e Alemanha (4,4%).

Esta taxa está muito sujeita ao número de provas que se faça e baixará consideravelmente quando se estime o número total de infectados (existe um consenso entre os expertos em que a grande não foi diagnosticada).

Para Simón, o Governo começou um teste de soroprevalência, cujos os primeiros resultados preliminares será publicado ainda hoje no final da tarde.

O fato de que Espanha esteja afrontando seus “últimos casos”, em palavras de Simon, enquanto que em outros países a curva segue apontando para cima, justifica em sua opinião, a quarentena imposta aos viajantes que chegam em Espanha.

“Temos uma evolução muito favorável da epidemia, tem que se evitar possíveis reintroduções, mas suponho que será uma medida de uns dias ou semanas”, disse.

Esta fase final se reflexa também nos hospitais, que apenas registram umas dezenas de novos ingressos ao dia em suas UTIs. No dia de hoje houve uma pequena subida, mais se deve a uma notificação atrasada de Cataluña, que, ontem (terça) não reportou nenhuma e hoje tem 39 novas admissões. Todas, exceto Madrid (12), oscilam entre Zero e cinco internados.

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