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Covid-19

Vacina da COVID-19 só deve sair em meados de 2021, diz cientista-chefe da OMS

Soumya Swaminathan alerta que o mundo só voltará ao normal em 2022, em função da produção e logística de distribuição de doses

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Apesar da grande expectativa em torno do desenvolvimento de uma vacina contra o Novo Coronavírus, Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) antes de 2022.

De acordo com a cientista-chefe, as pessoas imaginam que a vacinação em massa já deve ocorrer em janeiro de 2021, porém é provável que o lançamento da vacina da COVID-19 só ocorra em meados do próximo ano.

E mesmo que ocorra o lançamento da vacina, o mundo só deve voltar ao normal em 2022, uma vez que não haverá doses suficientes para imunizar todas as pessoas. Isso ocorre porque ainda é necessário enfrentar um longo processo de avaliação, licenciamento, fabricação e distribuição das vacinas.

Além disso, segundo Soumya Swaminathan, é pouco provável que a produção consiga para atingir as 2 bilhões de doses até o final de 2021. Ela também afirmou que essa será a primeira vez na história que é necessária a produção de bilhões de doses. Normalmente, campanhas de vacinação requerem “apenas” centenas de milhões de doses.

Por isso, inicialmente, as vacinas devem ser oferecidas apenas às pessoas de grupos de risco, como idosos, pessoas com alguma comorbidade (diabetes e problemas cardíacos, por exemplo), além dos profissionais da saúde.

179 vacinas da COVID-19 estão em desenvolvimento

Foto: Reprodução TecMundo

A previsão de entrega das vacinas é para o ano que vem, mas isso não significa que os pesquisadores, as farmacêuticas e os governos não estejam investindo no desenvolvimento dessa vacina. Afinal, de acordo com registro da OMS, atualmente 179 vacinas contra COVID-19

estão em desenvolvimento. Porém, somente 34 delas estão sendo testadas em humanos.

Na etapa de testes em humanos, a vacina experimental precisa passar por 3 fases:

Primeira etapa – ocorre a vacinação de dezenas de voluntários saudáveis com o objetivo de descartar efeitos graves;
Segunda etapa – ocorre a vacinação de centenas de pessoas, com o objetivo de avaliar a resposta imune, fazer o ajuste da dose e confirmar a segurança da vacina.
Terceira etapa– ocorre a vacina experimental com dezenas de milhares de pessoas por meses.

A vacina de Oxford em parceria com a empresa AstraZeneca, a vacina da empresa americana Moderna e a vacina da empresa chinesa Sinovac, são algumas das vacinas que já estão na terceira fase de testagem em humanos.

Com relação ao desenvolvimento das vacinas, Soumya Swaminathan ainda elogiou o trabalho dos especialistas à frente das pesquisas e ressaltou que a segurança deve ser prioridade para a liberação da vacinação. Segundo ela, a vacina contra o novo coronavírus não deve ser injetada em milhões de pessoas sem que ela se mostre eficiente para a proteção em larga escala.

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