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Covid-19

Novo tratamento contra COVID-19 é aprovado no Brasil

Terapia reduz em até 90% as hospitalizações e óbitos em pacientes com covid-19, que tenham risco aumentado de evolução para quadros graves.

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Imagem ilustrativa | Foto: Reprodução Freepik

Uma nova terapia obteve aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para o tratamento da covid-19¹. Trata-se de uma combinação dos anticorpos monoclonais cilgavimabe e tixagevimabe, da AstraZeneca, e que já tinha indicação para prevenção de casos graves em pacientes não infectados e sem contato prévio com o vírus (profilaxia pré-exposição).

Agora, o tratamento passa a ser recomendado para pacientes com diagnóstico de covid-19 que não necessitam de oxigênio suplementar e que demonstrem risco aumentado de progressão para o estado grave da doença, ampliando o arsenal de combate à pandemia às vésperas das festas de Natal e Ano Novo, quando há risco de acelerar a alta de contágios registrada desde o início de dezembro. A aprovação ocorreu por unanimidade pela Diretoria Colegiada da ANVISA, na última sexta-feira, dia 16.

O medicamento é indicado para pacientes com idade a partir de 12 anos (com peso mínimo de 40 Kg), que apresentem sintomas leves por até sete dias e tenham risco aumentado de evoluir para quadros mais graves da doença1

. Idade avançada, imunossuprimidos por tratamento contra câncer ou pessoas que tenham realizado transplante recente de órgãos fazem parte do grupo.

De uso ambulatorial, com aplicação intramuscular em dose única, o tratamento reduz entre 80% e 90% os casos de hospitalização e óbito para as variantes suscetíveis ao medicamento“, destaca a diretora Médica da AstraZeneca Brasil, doutora Marina Belhaus. A indicação é válida inclusive para pacientes que estejam com o ciclo vacinal completo.

A terapia já está aprovada em outros países, como Estados Unidos, França, Israel, Itália, Egito e Emirados Árabes Unidos.

Apesar da novidade, especialistas reforçam a importância de medidas para prevenir a infecção, como uso de máscaras, especialmente em locais de aglomeração, e álcool em gel para higienização das mãos, além das doses de reforço da vacina.

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