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Covid-19

Espanha: Congresso aprovou estado de alarme com sabor amargo

“O caso é grave? Não, é gravíssimo”, disse o Ministro da Saúde da Espanha

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Sandra Cristina | Correspondente na Espanha

Não havia necessidade de passar por um mau momento, escutando todo tipo de desaforos e recriminações continuadas sobre a atuação do ministro da Saúde no que diz respeito a administração da pandemia em sua nova etapa na Espanha. É o que todos os jornais de hoje comentam sobre a sessão do Congresso ontem para aprovação do terceiro Estado de Alarme. O Ministro da Saúde Salvador Illa, sólido como uma pedra na defesa do presidente do Governo Pedro Sanchez, que brilhou por sua ausência, recebeu jarros de água fria destinados a ele.

Segundo o Ministro, foi um trabalho árduo e conscientizado mesmo sabendo que havia votos de sobra para apoiar a medida até 9 de maio.

Todos os políticos da oposição queriam que Pedro Sanchez estivesse presente para, na tribuna do Congresso, explicar que a partir de agora e durante seis meses existe um instrumento jurídico, que é o estado de alarme, para que os estados autônomos adotem medidas que melhor convenha aos seus habitantes com a intenção de frear a Covid-19.

O Presidente Sanchez só esteve presente no momento em que subiu à tribuna o Ministro da Saúde e depois se ausentou e não voltou mais à sessão que durou o dia todo.

Para os porta vozes dos partidos políticos que apoiam o Estado de Alarme, ficou claro de que o governo “está puxando muito a corda diante da evidência de que não existe outra alternativa”, e não entendiam o porquê da ausência do presidente.

Segundo o ministro, “os próximos 15 dias serão decisivos”

e não escondeu que “o cenário na Espanha é muito preocupante” e se atreveu a corrigir os deputados que haviam se referido à situação de grave: “Grave não, muito grave”.

Inclusive, a medida mais severa de todas nesse novo estado, é o toque de recolher noturno, que deixará de ser obrigatório a partir do próximo dia 9. A decisão de manter esse toque ou não, como todos os demais, estará nas mãos dos governadores.

A sessão terminou com 194 votos a favor e 53 contra, com 99 abstenções.

Os casos notificados na Espanha batem recordes e chegam aos 23.580 em 24 horas, mesmo assim, o ministro afirma que ainda é cedo para tomar decisões mais drásticas como o confinamento domiciliar e o fechamento das escolas.

“Pouco a pouco vai subindo a ocupação dos leitos hospitalares”, foi o que esclareceu o diretor do Centro de Coordenação de Alertas Sanitárias, Fernando Simom. E podia ter acrescentado a ocupação da UTIs e o número de casos, porque esses três parâmetros bateram ontem um recorde desta segunda onda. “Os dados são maus”, admitiu, ainda que parece que existe “alguma desaceleração” nos números de algumas comunidades, mas que ainda é cedo “para ver se são significativos”.

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