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Vida e Saúde

Andar de bicicleta atrapalha a produção de espermatozoides?

Reprodução Humana: Especialista em reprodução assistida da SBRA fala sobre o assunto…

Publicado

em

Reprodução Humana

Fernanda Matos

Reprodução Humana: Uma dúvida que é bastante comum, especialmente nas rodas de conversa, é se praticar ciclismo afeta, de alguma forma, a fertilidade masculina? Muitos dizem que sim, por questões como atrito e lesões, enquanto outros dizem que não. Segundo o urologista e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) Joseph Monteiro de Carvalho, a relação entre ciclismo e redução de fertilidade masculina persiste sendo um assunto bastante controverso.

“Apesar do potencial risco de traumatismo na região testicular e perineal pelo contato com o selim da bicicleta, do aumento da temperatura escrotal devido à fricção dos testículos contra as coxas, além do uso de trajes esportivos que trazem os testículos para próximo do corpo, não há evidência concreta que o ciclismo possa levar à infertilidade masculina”, avisa.

Em 2009, pesquisadores espanhóis da Universidade de Córdoba demonstraram uma redução do número de espermatozoides com formas normais em triatletas de elite que percorrem mais de 300 km semanais de bicicleta

. Isso levou a uma recomendação de congelamento seminal preventivo para esses indivíduos.

Porém, em 2017, pesquisadores da Califórnia coletaram dados de quase 3 mil ciclistas que não evidenciaram aumento de disfunção urinária ou atividade sexual em ciclistas profissionais ou amadores. Nesse estudo não se avaliou dados de espermograma.

“Portanto, podemos concluir que não há indícios na literatura de que o ciclismo praticado de forma recreativa amadora possa trazer prejuízos à fertilidade masculina, mas atletas profissionais de elite ou amadores com treinos de longa duração devem ter seu espermograma monitorado periodicamente”, recomenda o urologista.

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