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Tradição cultural de Angical vai virar filme

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ZDA

Bumba meu boi | Foto: Divulgação

O “Boi Jaú”| Foto: Divulgação

Angical, distante cerca de 900 quilômetros de Salvador, é considerado um dos berços culturais do Oeste da Bahia. Com uma população de quase 15 mil habitantes e economia baseada na agricultura familiar, o município é conhecido por seus  costumes e tradições, principalmente na música e no folclore.

Lenon Camilo Ramos, 25 anos, é um dos herdeiros da cultura local. Ele reuniu um grupo de amigos e decidiu manter viva a tradição do “Boi Jaú”, cortejo animado por uma banda de sopro que utiliza as figuras de um bovino e uma mula para percorrer as ruas da cidade entre o primeiro dia do ano e o primeiro dia do carnaval.

A cada noite o Boi Jaú – manifestação semelhante às existentes em várias regiões do Brasil, visita a casa de um morador e recebe das pessoas doações financeiras para manutenção das fantasias e equipamentos musicais e, também, para custear a celebração de encerramento da atividade anual.

Apesar da riqueza cultural, tantos os atuais integrantes da manifestação, como alguns moradores procurados pelo ZDA, ninguém soube dizer ao certo a origem da festa em Angical. O engenheiro aposentado Paulo Henrique de Oliveira, que foi prefeito da cidade, disse que desde criança acompanha o Boi Jaú, mas não sabe dizer quando, como e onde a tradição surgiu.

A dança folclórica de Angical e o mistério envolvendo sua origem despertou o interesse da mais importante produtora audiovisual da região Oeste, a “Opa! Filmes”, que decidiu pesquisar e rodar um documentário sobre o Boi Jaú. O processo de produção do filme deve ser iniciado na próxima sexta-feira, 30.

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