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Quase 13 milhões de espanhóis estão em risco de pobreza ou exclusão

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Sandra Cristina – correspondente na Espanha

Muitos se debruçam na janela com  olhares perdidos sem saber o que fazer | Foto: Sandra Cristina/Fala Barreiras

Muitos se debruçam na janela com olhares perdidos sem saber o que fazer | Foto: Sandra Cristina/Fala Barreiras

27,3% da população espanhola, mais de 12,8 milhões de pessoas, se encontram em risco de pobreza ou exclusão, cifra que aumentou em 2,6% desde 2009, é o mesmo que dizer: 1.320,216 pessoas que caíram na situação de vulnerabilidade e que antes, não estavam.

Assim está divulgado o quarto informe sobre O Estado de Pobreza na Espanha que foi apresentado hoje à Rede Europeia de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social na Espanha (EAPN) e que analisa a evolução do indicador europeu AROPE (combina a renda com as possibilidades de consumo e emprego) entre os anos de 2009 e 2013.

Os dados, do Instituto Nacional de Estatísticas e trabalhados pelo sociólogo autor do informe Juan Carlos Llano, revelam um descenso lento, mas continuado. Ainda que o crescimento de risco de pobreza e exclusão foi mais lento em 2010 e em 2013 só cresceu 0,1%, a EAPN descarta que tenha tido uma melhora de situação nesse período.

A situação varia em função dos perfis. No final de 2013 a faixa etária mais afetada foi de jovens entre 16 e 30 anos, com 33% em risco de pobreza e exclusão, seguida das crianças, com 31,9%. No total, a taxa de pobreza infantil para menores de 16 anos é de 26,7%, seis pontos mais do conjunto de toda população.

O indicador europeu analisa a taxa de pobreza relativa, que afeta 20,4% da população da Espanha (6,06% é severa), já a privação material severa em que vive os cidadãos é de 6,2% e a baixa intensidade de emprego é de 15,7%.

“A classe média na Espanha está desaparecendo e o que é pior, está sendo classificada como baixa”, comenta a responsável de Assuntos Europeus e Incidência Política da EAPN, Graciela MAlgesini.

Sobre a Privação Material Severa, houve um aumento de 38%, é o mesmo que dizer que quase 3 milhões de pessoas, 800 mil mais antes da crise espanhola começar. Essas pessoas estão com dificuldades para alimentar-se adequadamente, têm que atrasar os financiamentos de suas casas e não podem ligar o sistema de aquecimento durante o inverno. Segundo dados da Eurostat, cerca de 12% de todos os trabalhadores da Espanha estão em situação de pobreza relativa porque ganham menos da metade da média nacional.

Como resultado, se há incrementado a desigualdade entre 2009 e 2012, que se mede com o índice internacional conhecido como Gini, um indicador que se havia mantido “relativamente constante” entre 2005 e 2008 e que desde o ano seguinte se há incrementado oito décimos até 33,7 pontos.

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