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Produtores rurais participam de lançamento do Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba

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Virgília Vieira | Ascom Abapa

Representantes das entidades agrícolas do Estado participaram do evento | Foto: Virgília Vieira

Representantes das entidades agrícolas do Estado participaram do evento | Foto: Virgília Vieira

Na presença de produtores rurais, representantes de classe, autoridades públicas e comunidade em geral, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Kátia Abreu, fez o lançamento do Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba (acrônimo criado com as iniciais dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, região caracterizada pela expansão de uma fronteira agrícola baseada em tecnologias modernas de alta produtividade), que vai beneficiar quatro mil produtores baianos. O evento aconteceu no município de Luís Eduardo Magalhães, região oeste da Bahia, no último dia 15.

Para o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celestino Zanella, O Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba, deverá aglutinar o trabalho dos quatro estados envolvidos, visando a EDUCAÇÃO e TECNOLOGIA. “São estes fatores que fazem a diferença de produtividade entre os agricultores. Os maiores e mais eficientes produtores do MaToPiBa, são minoria, em torno de mil e produzem em torno de 80% da renda agrícola. Este trabalho de levar conhecimento e tecnologia para todos poderá fazer a diferença a produtores muito pobres e produtores eficientes. Outro fator importantíssimo, será a integração de ações ambientais, tributárias, segurança, pesquisa e outras discutidas e acordadas na Camara Permante que será criada. O MaToPiBa será, sem dúvida, a região agrícola que mais crescerá, doravante ao tomarmos as medidas de educação e tecnologia para todos”, ressaltou Zanella.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen, que participou do lançamento deste plano em Teresina (PI) e em Luís Eduardo Magalhães (BA), nos dias 14 e 15 de maio, ressaltou a importância do plano para a região e para os pequenos produtores. “É um plano de fôlego, que pretende expandir a produtividade por meio da pesquisa e da inovação, priorizando a infraestrutura, interligando as regiões e criando logística e sistema de armazenamento adequado, por exemplo. Mas, sobretudo, é um plano que pretende levar tecnologia para esses pequenos produtores”, disse Jacobsen que também afirmou que o que mais chamou a atenção foi o estudo apresentado pela Embrapa, que mostra que o fator que mudou a vida das pessoas não foi a terra, mas a tecnologia. “O tamanho da propriedade não importa, pois a tecnologia é o fator decisivo”.

A ministra falou das prioridades do plano, como a oferta de assistência técnica mensal nas propriedades rurais e a realização de cursos de capacitação e qualificação dos produtores, a fim prepará-los ainda mais para a gestão no campo. “O Ministério da Agricultura vai levar, por intermédio do plano, informação, tecnologia e qualificação para melhorar a performance do produtor rural e criar ferramentas para que ele consiga retorno financeiro”, reforçou.

A questão do transporte da produção agrícola no estado, também foi lembrada pela ministra. De acordo com ela, a Bahia tem uma demanda muito forte pela revitalização da BR-020, que tem 460 quilômetros sem asfalto. “Essa é a grande artéria que vai irrigar o abastecimento dos estados do Nordeste. Temos uma grande produção na região e o que precisamos é viabilizar e melhorar o escoamento até os mercados consumidores”, disse.

Matopiba – O Matopiba abrange 337 municípios e 31 microrregiões, num total de 73 milhões de hectares, nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O principal critério de delimitação territorial foi embasado nas áreas de cerrados existentes nos quatro estados. O segundo critério foram os dados socioeconômicos.

O Maranhão ocupa 32,77% de todo o território do Matopiba, com 23,9 milhões de hectares em 135 municípios. O Tocantins tem 37,95% da área, com 27,7 milhões de hectares e 139 municípios. Já o Piauí representa 11,21%, tem 8,2 milhões de hectares e 33 municípios, e a Bahia ocupa 18,06% da área, com 13,2 milhões de hectares e 30 municípios. A proposta de delimitação foi feita pelo Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (GITE), da Embrapa.

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