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Ebola aplica golpe cruel em economias africanas

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Membros da equipe de sepultamento voltam à unidade de tratamento dos Médicos Sem Fronteiras depois de coletarem diversos pacientes suspeitos de terem contraído o Ebola, em Monrovia, Libéria. O Ebola – tanto a realidade, quanto a histeria em torno da doença – representa um significativo impacto econômico na Guiné, Libéria e Serra Leoa, três países que já se encontram no fundo do posso dos indicadores sociais e econômicos globais.

Para os países mais atingidos, ‘o isolamento e o estigma, bem como a dificuldade de transportar suprimentos, profissionais e outros recursos’ só vai piorar as coisas, de acordo com o diretor regional da Organização Mundial da Saúde na África, Luis Gomes Sambo, em um encontro recente em Gana.

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“Depois de uma década de conflitos, estávamos prontos para fazer a economia voltar aos níveis anteriores à guerra”, afirmou Amara Konneh, ministro da fazenda da Libéria, em uma entrevista. “O surto está afetando gravemente os nossos esforços. Essa é a maior crise que enfrentamos desde a guerra civil”.

Com partes da Libéria e de Serra Leoa sob quarentena e as fronteiras do Senegal e da Guiné lacradas, a movimentação de bens perdeu força na região. Os orçamentos nacionais estão sob pressão, os gastos com a saúde não param de crescer, o faturamento do governo só cai, assim como a produção agrícola, especialmente em Serra Leoa.

O medo do Ebola tornou as coisas ainda mais incertas, lembrando o pior período das guerras civis na África Ocidental nos anos 90. ‘As pessoas estão pensando que o resultado será tão ruim quanto o da guerra’, afirmou Rupert Day, gerente da Tropical Farms, empresa britânica que compra e vende cacau e café no leste de Serra Leoa, o coração da zona do Ebola.

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