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Policial

Pai do menino Bernardo é condenado a 31 anos de prisão em novo julgamento no RS

Sentença do caso foi lida na noite dessa quinta-feira. Réu pode recorrer da decisão.

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Imagem ilustrativa | Foto: Reprodução G1

Leandro Boldrini, pai de Bernardo Uglione Boldrini, foi condenado a 31 anos e oito meses de prisão, nessa quinta-feira (23), pela morte do filho de 11 anos, assassinado em 2014 em Três Passos, no Noroeste do estado. Boldrini foi responsabilizado pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado e por falsidade ideológica.

Vale lembrar que Bernardo Boldrini morava em Três Passos e desapareceu no dia 4 de abril, quando tinha 11 anos. Após 10 dias de buscas, seu corpo foi encontrado enterrado em uma cova dentro de uma propriedade às margens de um riacho na cidade vizinha de Frederico Westphalen. Já no dia em que o corpo de Bernardo foi encontrado, Leandro e Graciele (madrasta) foram presos: ele apontado como autor intelectual e ela como executora do crime.

O homem responderá por homicídio quadruplamente qualificado, por ter envolvido motivo torpe, motivo fútil, uso de veneno e dissimulação. Participaram do julgamento sete jurados. Boldrini foi acusado pelo Ministério Público como o mentor intelectual do crime que matou Bernardo.

Boldrini já tinha sido condenado em 2019, mas o julgamento foi anulado porque o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul entendeu que perguntas e afirmações sobre o homem foram feitas, mesmo após ele ter optado por ficar em silêncio. Nesse novo julgamento, o acusado não foi ouvido alegando motivos de saúde.

Além de Leandro Boldrini, foram condenados pelo crime a madrasta do menino, uma amiga dela e o irmão da amiga. A amiga de Graciele que ajudou no crime, Edelvânia Wirganovicz, recebeu a pena de 22 anos de prisão em regime fechado pelos crimes por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Evandro Wirganovicz, que foi o responsável por cavar a cova onde Bernardo foi enterrado, recebeu a pena de nove anos e em regime semiaberto aberto por homicídio simples e ocultação de cadáver.

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