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Agricultor que denunciou esquema de grilagem é assassinado em Barreiras

O agricultor Paulo Grendene havia denunciado a invasão de suas terras por pessoas ligadas às organizações criminosas investigadas pela Operação Faroeste, da Polícia Federal.

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O agricultor Paulo Antônio Ribas Grendene, de 61 anos, foi assassinado na noite da última sexta-feira (11) no bairro Bandeirantes, em Barreiras. No momento do crime, Paulo estava dirigindo o próprio veículo quando foi alcançado por dois homens, que estavam armados e encapuzados.

Os suspeitos do crime dispararam vários tiros em direção ao agricultor, que morreu na hora. Depois de cometerem o assassinato, os criminosos fugiram e ainda não foram identificados.

A polícia está investigando o caso e tenta localizar os suspeitos com o auxílio das imagens das câmaras de segurança da rua onde o crime foi realizado.

Paulo Grandene morava na Bahia há 30 anos, mas era natural de Nova Londrina, cidade do interior do Paraná. Por isso, seu corpo foi transportado até sua cidade natal ainda neste domingo (13).

Agricultor denunciou que suas terras estavam sendo invadidas por grileiros

Em função do assassinato do agricultor, a Associação dos Produtores Rurais da Chapada das Mangabeiras (Aprochama), da qual Paulo fazia parte, divulgou uma nota à imprensa denunciando o clima de violência existente na Região Oeste da Bahia.

De acordo com o documento, Aprochama informou que Paulo Grendene havia denunciado à polícia que suas terras estavam sendo invadidas por pessoas ligadas às organizações criminosas investigada pela Operação Faroeste, da Polícia Federal.

A Operação Faroeste deflagrou o cumprimento de prisões, mandatos de busca e apreensão, bem como o afastamento de juízes e desembargadores, entre membros de outros poderes da Bahia, envolvidos na venda de decisões judiciais que legalizavam terras griladas no Oeste Baiano.

No entanto, a polícia ainda não informou se o assassinato do agricultor realmente tem ligação com a Operação Faroeste. Mesmo assim, a Aprochama pede que o crime seja investigado rigorosamente e que a Região Oeste seja finalmente pacificada, assegurando aos agricultores a posse de suas terras de forma definitiva.

“Agricultores, que ajudaram a transformar o Oeste em uma das áreas mais prósperas do país, são constantemente ameaçados por bandos armados a abandonar suas terras (…) Esse cenário atrapalha a produção, prejudica os investimentos e afeta psicologicamente agricultores e familiares, que vivem sob o risco de uma tragédia iminente”, destaca a nota da Aprochama.

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