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Codevasf debate desenvolvimento de transporte multimodal na bacia do rio São Francisco

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Ascom Codevasf

01O desenvolvimento da rede de transportes da região da bacia hidrográfica do rio São Francisco é o tema do Workshop Estratégico do Corredor Multimodal do rio São Francisco, iniciado nessa quarta-feira, 9, em Salvador. O evento reúne gestores públicos e especialistas e é organizado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e pelo Banco Mundial, em parceria com Ministério dos Transportes, Ministério da Integração Nacional, Governo do Estado da Bahia, DNIT e Antaq.

O objetivo do encontro, que vai até sexta, 11, é promover debates sobre as estratégias mais adequadas para se viabilizar a implantação de um corredor de transporte integrado na bacia do São Francisco, que articularia hidrovia, ferrovias e rodovias. O transporte hidroviário seria o eixo do projeto, que está alinhado com as políticas e planos do governo federal para as áreas de desenvolvimento regional e transportes.

“Um dos principais aspectos positivos desse corredor é a possibilidade de redução do custo do transporte daquilo que é produzido nessa região. O papel da hidrovia é proporcionar o desenvolvimento regional, o escoamento da produção e de insumos. Barateando o transporte e contribuindo com o meio ambiente – porque o transporte hidroviário é o que menos agride o meio ambiente –, acreditamos que podemos potencializar o desenvolvimento do Nordeste. A hidrovia atravessa uma das regiões mais pobres do país e é vital para o desenvolvimento regional”, avalia Elmo Vaz, presidente da Codevasf.

O evento iniciado nesta quarta-feira dá seguimento aos debates realizados na última segunda-feira, 7, em Petrolina (PE), durante o Workshop Socioambiental do Corredor Multimodal do rio São Francisco.

Visando a ampliar a competitividade, o dinamismo e a sustentabilidade da economia brasileira, o governo federal assumiu o compromisso de ampliar a participação das hidrovias na matriz de transportes do Brasil. Além de reduzir os custos logísticos e de transportes associados à circulação de mercadorias e de pessoas, as hidrovias atraem novos empreendimentos e investimentos, estimulam o uso sustentável dos recursos hídricos e contribuem para a redução das disparidades regionais.

“A hidrovia do São Francisco é voltada principalmente para o transporte de mercadorias que se destinam ao consumo do próprio Nordeste e mercadorias geradas no Nordeste e destinadas a outras regiões. É uma hidrovia de integração nacional”, diz Antônio Valença, assessor da Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia. “A expectativa é de que a navegação, como atividade que não consome água e que exige que o rio esteja sempre em boas condições, contribua com a revitalização do rio”, acrescenta.

O trecho do rio São Francisco que vai de Pirapora (MG) a Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), de aproximadamente 1.300 km potencialmente navegáveis, é um eixo de grande atividade econômica e deverá crescer com o desenvolvimento do corredor, que alcançaria 339 municípios em sua área de influência direta.

O projeto do corredor busca alcançar três grandes objetivos. Um deles é ampliar o desenvolvimento socioeconômico e a integração regional da bacia hidrográfica do rio São Francisco. Um segundo objetivo é transformar a matriz de transportes, tornando-a mais sustentável – menos poluente e com menos consumo de energia e de combustíveis fósseis. O terceiro objetivo é aprimorar a competitividade logística e de transportes na área de influência do corredor.

“Hoje há um desequilíbrio no uso dos modais de transporte. Usa-se muito mais o modal rodoviário. A ideia é equilibrar o transporte de carga entre os três modais – rodoviário, ferroviário e hidroviário”, diz Valter Casimiro Silveira, diretor de infraestrutura aquaviária do Ministério dos Transportes.

Aumento de competitividade
A região do Oeste da Bahia atualmente representa um dos maiores polos de atividade econômica do estado devido ao forte crescimento da produção agrícola nos últimos quinze anos, que se concentrou principalmente na cultura da soja, do algodão e do milho. Na região, os custos de transporte representam 60% do custo dos produtos. Na rota entre o Oeste da Bahia e João Pessoa (PB), por exemplo, a estimativa é de que o frete para o milho poderia ser reduzido de R$ 200,00 para R$ 170,00 por tonelada com o uso de um corredor multimodal na área do rio São Francisco.

O custo dos trechos rodoviários ainda representariam cerca de 74% do frete total, considerando-se os 1.200 quilômetros de estrada e 600 quilômetros de hidrovia. Ainda assim, em termos de preço para o consumidor, estima-se que, em média, a proporção do custo logístico no preço final do produto poderia ser reduzido de 38% para 34%. O ganho projetado é de R$ 1,8 milhões para cada 100 mil toneladas transportadas no corredor do rio São Francisco, em comparação com o modal rodoviário. A redução de custos logísticos poderia ser ainda mais significativa com a manutenção contínua da navegação no rio desde Pirapora (MG) até Petrolina (PE), com novas conexões ferroviárias e com ganhos de escala.

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