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Mensagem de Bolsonaro em linha de transmissão fala sobre “provável e necessário contragolpe” e convoca manifestação

A lista de transmissão conta com ministros de Estado, amigos próximos e apoiadores bolsonaristas…

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Presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro | Foto: Reprodução / Twitter

Uma mensagem creditada ao Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), encaminhada a uma lista de transmissão no WhatsApp, na tarde do último sábado (14), está repercutindo no meio político.

O texto cita a necessidade de um “contragolpe” e, na ocasião, faz uma convocação para que apoiadores possam declarar apoio no feriado do dia 7 de setembro. Essa ação visa passar a mensagem de que o chefe do executivo e as Forças Armadas têm apoio para uma ruptura institucional.

Segundo informações do site Metrópoles, a postagem partiu do número pessoal do chefe do executivo para diferentes integrantes do governo e amigos. A mensagem que não está como “encaminhada”, é assinada por um grupo de Facebook chamado “Ativistas direitas volver”. A lista de transmissão conta com ministros de Estado, amigos próximos e apoiadores bolsonaristas.

Veja um trecho da mensagem:

“Atenção direitista sem noção, você mesmo que está falando merdas (sic) como ‘Vamos tomar o poder já que ninguém faz nada’, ‘Bolsonaro tá muito devagar’ ou ‘FFAA não fazem nada’. Faça o favor de ler com atenção o abaixo escrito, compreender as coisas como realmente são e assim passar a nos ajudar e não atrapalhar, começa o texto, que apresenta na sequência uma série desses comentários.

O ponto alto da postagem chama atenção para no trecho que incentiva que o “contingente” da manifestação em 7 de setembro deve ser “absurdamente gigante” para “comprovar e apoiar inclusive intencionalmente” que o presidente e as Forças Armadas têm o apoio necessário para dar um “bastante provável e necessário contragolpe”.

“Hoje, fazer um contragolpe é muito mais difícil e delicado do que naquela época, além do grave aparelhamento acima relatado, temos uma constituição comunista que tirou em grande parte os poderes do Presidente da República e foi por estes m otivos que o Presidente Bolsonaro, no início de agosto, em vídeo gravado, pediu para que o povo brasileiro fosse mais uma vez às ruas, na Avenida Paulista, no dia sete de setembro, dar o último aviso, mas, desta vez, ele reforçou que o “contingente” deveria ser absurdamente gigante, ou seja, o tamanho desta manifestação deverá ser o maior já visto na história do país, a ponto de comprovar e apoiar, inclusive internacionalmente, para que dê a ele e às FFAA, para que, em caso de um bastante provável e necessário contragolpe que terão que implementar em breve, diante do grave avanço do golpe já em curso há tempos e que agora avança de forma muito mais agressiva, perpetrado pelo Poder Judiciário, esquerda e todo um aparato, inclusive internacional, de interesses escusos”.

A manifestação que estaria sendo mobilizada por apoiadores de Bolsonaro, autoriza o “nosso presidente Jair Bolsonaro juntamente com as nossas honrosas FFAA” a tomarem “as decisões cabíveis para que o Estado democrático de direito seja restabelecido, o equilíbrio entre os poderes salvaguardado, o cumprimento da Constituição seja imperativo, o respeito à soberania nacional e do povo brasileiro sejam priorizados, a transparência das eleições seja cumprida e o resgate do STF hoje sequestrado por apátridas ocorra”.

Em outro trecho, a mensagem destaca uma possível aliança entre Bolsonaro e as Forças Armadas.

“As FFAA (Forças Armadas) e o presidente Bolsonaro vêm tentando de todas as formas evitar uma ruptura institucional, pois sabem o grande problema que inicialmente poderá representar a todos nós, isso se chama cautela e estratégia, visando um bem maior e comum à nação”.

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