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Brasil

LULA CRITICA DESFILE MILITAR NA ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS:
“Foi uma coisa patética, mas esse é o jeito do Bolsonaro desgovernar o Brasil”

“Se o Bolsonaro queria uma foto com um militar cumprimentando ele, ele poderia ir a um quartel”, desabafou o petista. Veja o vídeo!

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Lula

Ex-presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez duras críticas ao desfile de carros blindados em frente ao Palácio do Planalto, na última terça-feira (10), sob alegação de entregar ao Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o convite para um treinamento de militares das três forças que será realizado no município de Formosa, Goiás, na região do entorno do Distrito Federal no próximo dia 16. As declarações foram feitas durante entrevista à Rádio ABC, do Rio Grande do Sul.

“Receber um convite com um pequeno desfile militar na frente do Palácio do Planalto… Para entregar um convite, o cara pega o avião, desce em Brasília, entrega o convite e acabou. Não precisava inventar um desfile militar. Mas isso é o jeito do Bolsonaro desgovernar o Brasil. É uma pena que seja assim”, disse Lula. “Foi uma coisa patética. Se o Bolsonaro queria uma foto com um militar cumprimentando ele, ele poderia ir a um quartel”, desabafou o petista.

Lula criticou a postura de Bolsonaro que insiste em instrumentalizar as Forças Armadas. “Eu já fui presidente da República, chefe supremo das Forças Armadas. O que acho negativo é você ter um presidente que tenta utilizar as Forças Armadas como se fosse uma marionete, um brinquedo na mão dele. Ele chega a dizer ‘meu Exército’, ‘minhas Forças Armadas’, como se uma instituição tão importante para a defesa do país fosse um objeto particular dele. Isso é muito ruim”, observou Lula.

“Nunca vou tratá-los assim. Vou sempre tratar com o respeito que eles merecem. Quando presidente, você estabelece uma relação institucional. Num processo eleitoral, os militares são tratados como eleitores. Todos os brasileiros precisam ser tratados como brasileiros normais e comuns e é assim que devemos nos dirigir a eles. Com o mesmo respeito com que trato um trabalhador rural, de uma propriedade de cinco hectares, eu tenho de tratar um general. Nem mais nem menos”,

destacou o presidente de honra do PT.

Questionado sobre uma possível aproximação com os militares, como antecipado pela mídia, Lula revelou que se for se dirigir por meio de carta a alguém será a todo o povo brasileiro, o que inclui os militares. “Se eu fizer uma carta, vou fazer uma carta para conversar com o povo brasileiro, e dentro do povo brasileiro estão os militares. Ou seja, eu não vou conversar com instituições de Estado porque elas gostam ou não gostam do presidente. Esse não é o papel da instituição. Os militares têm um papel a cumprir, está definido na Constituição, eles têm de defender a soberania nacional, os interesses do povo brasileiro, o povo brasileiro. Se o militar quiser fazer política, ele tira a farda, renuncia ao cargo e se candidata a alguma coisa, não vejo problema nenhum. O que não dá é aproveitar a instituição e fazer política”, ressaltou.

Acompanhe parte da entrevista:

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