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Greve por tempo indeterminado é decretada por funcionários dos Correios

Falta de equipamentos de proteção contra a Covid-19 para uso dos funcionários e possível privatização, estão entre os motivos da paralisação

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A greve foi deflagrada em todo o Brasil às 22h dessa segunda-feira (17), pelos funcionários dos Correios, através da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Simimilares (Fentect).

Por volta de 100 mil trabalhadores aderiram à paralisação da categoria, informa a federação. A alegação é a falta de medidas de proteção contra contaminação de funcionários durante o período de pandemia do Novo Coronavírus (Sars-Cov-2), cláusulas de um acordo coletivo que funcionaria até 2021 foram quebradas pela empresa, afirma a categoria.

Pagamento adicional de risco e de vale alimentação, está entre as regras quebradas. Outro motivo apontado pela federação para a paralisação das atividades é a possível privatização da empresa.

Em nota, os Correios afirmaram que resguarda os vencimentos dos pagamentos e propõe ajustes de benefícios previstos na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

“A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida”, alegou.

Agência Central dos Correios em Barreiras, Oeste da Bahia | Foto: Osmar Ribeiro/Falabarreiras

A empresa afirmou que tem um Plano de Continuidade de Negócios para garantir atendimento à população.

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