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Número elevado de casos de COVID-19 na Região Oeste preocupa Governo da Bahia

De acordo com o Governador da Bahia, Rui Costa, medidas restritivas mais rígidas são necessárias para reduzir esse número.

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Nessa terça-feira (11), o Governador da Bahia, Rui Costa, participou do Programa Papo Correria, e comentou sobre a situação da pandemia de COVID-19 no Estado, bem como sobre o aumento do número de casos de pessoas contaminadas na Região Oeste.

De acordo com o Governador, a Bahia registra a segunda menor taxa de mortalidade pelo coronavírus do Brasil. Ele ressaltou que o Estado tem se esforçado para manter o diálogo com os gestores públicos de todos os municípios baianos e que tem implementado medidas restritivas, mesmo sem o apoio do Governo Federal, mas que estão ajudando a conter a disseminação do vírus.

“Hoje temos mais 1500 leitos de UTI públicos, espalhados por todas as regiões, assim como leitos clínicos, UPAs, centros municipais e regionais de triagem. Temos uma condição de referência em relação aos outros estados do país, mas continuamos trabalhando para diminuir ao máximo o sofrimento das famílias e o número de mortes”, afirmou Rui Costa.

No entanto, o governador demonstrou preocupação com o número alto de casos identificados nos municípios do Oeste da Bahia. Segundo ele, somente as medidas restritivas mais intensas serão capazes de reduzir esse número. Rui Costa ainda destacou que o Estado já está transferindo os pacientes com COVID-19 em estado grave da Região Oeste para Salvador.

“Tenho feito reuniões constantes com os prefeitos, mas só existe um jeito de baixar a contaminação, que são as medidas restritas para poder derrubar os indicadores. Nós abrimos leitos em Barreiras, na cidade de Barra e em Bom Jesus da Lapa. Além disso, estamos transportando para Salvador, pacientes da região para que ninguém fique sem atendimento. Mas é preciso que a gente consiga fazer uma restrição maior, um distanciamento social maior para que os números possam cair”, afirmou Rui Costa.

Sobre a compra da vacina contra COVID-19 russa

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Durante o programa, o Governador da Bahia também declarou que o Estado continuará insistindo na liberação de importação e no uso da vacina russa Sputnik V junto à Anvisa. Para isso, será produzido um material técnico e ainda vai entrar com uma ação judicial junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a liberação da vacina.

Vale ressaltar que a vacina russa Sputnik V não recebeu autorização da Anvisa porque a documentação necessária para a sua avaliação não tinha dados consistentes. Além disso, as informações enviadas à Anvisa colocam em dúvida a eficiência e segurança desse imunizante.

Um dos principais problemas desse imunizante, segunda a Anvisa, é a presença do adenovírus replicante. Para o Professor e Pesquisador da UFOB, Doutor Jaime Henrique Amorim, coordenador da equipe do Laboratório de Agentes Infecciosos e Vetores (LAIVE), a Anvisa agiu corretamente, já que a presença desse adenovírus causa um risco à saúde.

A Anvisa está cumprindo o seu papel, tendo um cuidado. Porque se há dúvida, isso precisa ser esclarecido. Não pode haver dúvida. Se a vacina vai ser aprovada para uso em massa, tem que está muito bem fundamentada de que vai causar o bem e não o mal”, afirmou o Pesquisador.

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