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Meio Ambiente

Regras do CONAMA para combater a poluição da atmosfera

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O Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) determina qual o padrão de qualidade que o ar que respiramos deve ter e essas regras seguem as orientações emitidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Muitas mudanças ocorreram desde 2005, data de sua criação. Por exemplo, atualmente as partículas pequenas e finas, que são o motivo de muitas doenças graves nas pessoas, foram incluídas como poluentes que devem ser acompanhados, de forma obrigatória, em todas as empresas. Também passou-se a exigir um acompanhamento de perto e regras para esse controle. 

O único problema é que não foi solicitado um prazo para que todo o país se encaixe de forma adequada nas solicitações e cuide melhor do nosso ar. 

Um guia de monitoramento foi produzido para determinar todas as atualizações ocorridas para os procedimentos e mostrar os dados de cada estado. O Ministério do Meio Ambiente apresentou esse documento, em parceria com órgãos estaduais, em 2019. 

Dessa forma, os padrões que foram adotados estão mais severos e seguindo as informações que aparecem no Relatório Anual de Qualidade do Ar e do Plano de Controle de Emissões Atmosféricas.

O documento também fala sobre uma melhora na qualidade atmosférica que deve ocorrer aos poucos, mas, existe uma cláusula que fala sobre ela não ocorrer e nem ser contabilizada caso não haja condições para isso, deixando uma brecha para que tudo permaneça como está.

A justificativa do Instituto de Energia e Meio Ambiente é que, mesmo sabendo da importância de manter tudo sempre atualizado para que a poluição não dispare, é preciso levar em consideração também a ampliação dos grupos de monitoramento em todo o Brasil, principalmente nas áreas em que esse atendimento nunca tinha aparecido antes. 

Parece mais um argumento ligado à economia (mostrando que o governo não está tão disposto a gerar esse investimento) do que, de fato, aos interesses de manter o ar mais limpo para que as pessoas tenham mais segurança.

Controlando a emissão de gases

Para o nosso país a lei que está em vigor para a qualidade do ar é a Resolução CONAMA número 3/1990. Em tese, o Ministério do Meio Ambiente concorda que manter a atmosfera saudável é um recurso indispensável para garantir a saúde das pessoas e a garantia da manutenção da natureza. Infelizmente, muitas vezes parece ter ficado apenas em tese mesmo.

De todos os estados brasileiros, apenas alguns possuem realmente o tal do monitoramento sendo aplicado com rigor e, mesmo nestes, não podemos garantir que esteja sendo praticado com eficiência e cuidado. O acompanhamento é feito na Bahia, no Espírito Santo, em Minas Gerais, em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, no Paraná e no Distrito Federal. Ou seja, infelizmente, a maior parte de nosso país não faz ideia se o ar que está respirando está satisfatório ou não. Esse é o resultado da falta de atenção aos monitoramentos.

De todos os poluentes que já são conhecidos por circular nosso ar, existe um que ainda não apresentou nenhuma queda desde que as pesquisas começaram. Esse material é encaminhado à atmosfera em partículas bem pequenas e se chama ozônio. Seus dados estão sempre bem acima do permitido pelo padrão de qualidade e não parece disposto a reduzir. 

Sua produção ocorre principalmente por causa dos combustíveis que são queimados em grande quantidade em nossos tempos modernos, tanto pelas indústrias quanto pelos veículos de um modo geral. Justamente por isso acaba se tornando um poluente bem presente nos grandes centros considerados mais urbanizados. 

Conheça uma solução que pode ajudar no processo industrial: os lavadores de gases

Também conhecidos como scrubbers, os lavadores de gases industriais são máquinas criadas para colaborar com os nossos pulmões e reduzir a poluição do nosso ar. Eles são utilizados para retirar partículas e gases de quase todos os processos industriais. 

Usam líquidos para fazer a lavagem, o resfriamento e a reação dos materiais que podem ser tóxicos e que estão dentro dos gases produzidos pelas indústrias e que serão liberados na atmosfera. 

Esse termo estrangeiro e com ares de complicado, o scrubber, também serve para falar sobre outros processos de limpeza, em que são injetados os reagentes em seu formato seco, ou mesmo iodo dentro dos gases que serão produzidos, para que assim eliminem aqueles que são ácidos. 

A verdade é que o mundo inteiro se modernizou e está realmente preocupado com as emissões de gases que aquecem o nosso planeta, colaboram para o derretimento das calotas polares e podem tornar a vida na Terra impossível em um futuro bem próximo.

Nosso país é grande e um dos poucos que ainda possui mata nativa para se orgulhar. 

Podemos ser melhores e podemos colaborar, cada um fazendo a sua parte, para que o futuro de nosso planeta não seja um completo deserto seco e um com ar tão tóxico que nada vai mais respirar por aqui.

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