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História de Lúcio

Batizado como Lucimar da Silva Ferreira, Lúcio saiu de Planaltina/DF e ganhou o mundo como campeão da Champions League e Mundial de clubes na temporada 2009/10…

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Lúcio

Lúcio vestindo a camisa da Seleção Brasileira em jogo oficial | Foto: Reprodução Internet

Talvez tenha sido ele mesmo quem determinou que seria chamado por outro nome, ainda nos campos de terra da infância vivida na sua Planaltina, talvez tenha sido algum treinador achando melhor um nome mais forte, quem sabe um dirigente preocupado com eventuais questões contratuais. O fato é que, Lucimar ou Lúcio, seriam apenas rótulos naquele que seria um dos melhores zagueiros do Brasil.

Batizado de Lucimar da Silva Ferreira, nasceu em 8 de maio de 1978, ano de uma copa do mundo vencida pela Argentina de um modo, digamos, não muito ortodoxo. No mesmo ano em que se profissionaliza pelo Planaltina do Distrito Federal, se transfere para o Guará e, logo em seguida, para o Internacional de Porto Alegre, onde ficaria até o ano 2000.

A transferência para o Inter deu-se de modo, no mínimo, curioso. O encontro Internacional versus Guará pela Copa do Brasil daquele distante 1997, terminou 7 x 0 para o Inter, em bom português uma sonora goleada, mas a atuação de Lúcio foi tão marcante que os dirigentes se apressaram em desembolsar trezentos mil reais pelo seu passe levando-o para a capital gaúcha.

Três anos mais tarde, já muito mais valorizado, o Internacional negocia sua transferência para o Bayer Leverkusen da Alemanha onde iniciaria sua saga de mais de uma década na Europa. À época, o Barcelona também manifestou interesse no zagueiro brasileiro, mas a contenda pela sua contratação acabou pendendo para o lado alemão. Pelo Bayer foi eleito o melhor jogador da Liga alemã na temporada 2001/02. Foi Lúcio quem marcou o gol alemão na derrota por 2 x 1 para o Real Madrid na grande final da Champions daquela temporada.

Em 2004, o zagueiro de um metro e oitenta e oito foi negociado para o Bayern de Munique por doze milhões de euros, uma verdadeira fábula se comparada a quantia desembolsada pelo Internacional para tirá-lo do pequenino Guará.

Pelo Bayern de Munique, Lúcio foi tricampeão alemão, em cinco temporadas disputadas. Contudo, em 2009 foi preterido pelo clube alemão e negociado, transferindo-se para a Internazionale de Milão, onde se se consagraria como campeão da Champions League e Mundial de clubes na temporada 2009/10. Em 2010, talvez o momento mais emblemático de sua carreira, Lúcio foi o capitão da seleção brasileira na disputa pelo Mundial.

Lúcio
Foto: Reprodução Internet

O ano de 2012 marcaria sua ida para a Juventus da Itália. Uma passagem bastante tumultuada que determinou o fim de sua saga europeia. Em seu retorno para o Brasil, assinou com o São Paulo, mas outra vez Lúcio não viveria bons momentos. Ainda em 2013, deixa o São Paulo e assina com seu rival, o Palmeiras, por dois anos. Contratação aprovada pela maioria dos torcedores palestrinos, Lúcio, porém, não correspondeu às expectativas e, em maio de 2015, o clube da zona oeste paulistana rescinde seu contrato.

Ainda em 2015, Lúcio teria a oportunidade de reencontrar seu melhor futebol no clube indiano Goa, treinado por outro brasileiro, a lenda de Quintino, Zico. Ficaria por lá até 2016, quando o término de seu contrato o permitiu regressar para o Brasil, onde encerrou sua carreira em 2019, jogando pelo Brasiliense.

Pela seleção brasileira jogou de 2000 a 2011, sendo titular nas copas de 2002, 2006 e 2010. Na
competição de 2006, Lúcio bateu o recorde de maior tempo sem cometer falta, foram trezentos e oitenta e seis minutos, o recorde anterior, trezentos e oitenta e três minutos pertencia ao paraguaio Gamarra na Copa de 1998. Com a saída de Cafú da seleção, o zagueiro se torna capitão. Foram cento e cinco jogos pela seleção, o que faz de Lúcio o terceiro jogador a vesti-la mais vezes ao lado de Tafarel.

Ao longo da carreira foram cinquenta e dois gols assinalados, principalmente, no cabeceio e vários prêmios individuais, destacando-se a Bola de Prata da Revista Placar em 2000, melhor jogador da Liga Alemã em 2002 e 2004 e destaque da Copa América em 2008. No âmbito doméstico, Lúcio é o pacato e sereno pai de três filhos, duas meninas e um menino, preocupado com o bem-estar dos familiares e dos mais necessitados. Participa ativamente de projetos sociais.

Lúcio
Fotos: Reprodução Internet

Alguns jogadores levam fama de durões, os chamados xerifes, mas Lúcio nunca foi violento, ao contrário, sempre foi um defensor muito técnico que raramente recorria a uma falta. Outra característica do craque era a liderança, razão pela qual foi capitão por onde passou. Jogador inteligente e bastante versátil, subia ao ataque com facilidade e foi com relativa facilidade que se tornou uma dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos.

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