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Discursão sobre poesia marginal marca debate durante a FLIB

A literatura marginal foi um movimento cultural marcado pela forte repressão contra a cultura, liberdade de expressão e intelectualidade, que buscou através da Literatura uma atuação cultural distante dos padrões e indiferente à crítica literária

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A IV edição da Festa Literária de Barreiras chega ao seu último dia de programação reforçando a politização de amplos setores da intelectualidade brasileira. Um evento no Centro Cultural Rivelino de Carvalho destacou o movimento de vanguarda poética, identificado como poesia marginal, que foi protagonista na cena (contra) cultural brasileira nos anos 70, e contou com a participação do jornalista e escritor Roberto de Sena, o poeta e professor Antônio de Pádua e o cordelista e músico Robson Batista.

Com o uso da palavra, Pádua lembrou que o meio literário sofreu uma grande transformação na década de 1970 com o surgimento da literatura marginal. O movimento dito “marginal” absorveu o grito silenciado pela Ditadura Militar e, portanto, a união de artistas em geral fez com que se buscasse uma forma de divulgação da arte e da cultura brasileira, reprimida pelo sistema que vigorava no país. Destacou ainda que as obras eram formadas, em sua maioria, por pequenos textos, absorvidos por uma linguagem coloquial, espontânea, inconsciente, a partir de temática cotidiana e erótica, permeadas de sarcasmo, ironia e palavrões.

Em sua fala, Roberto de Sena discorreu sobre alguns questionamentos a respeito de seu surgimento como movimento alternativo, que foi percebido como uma eclosão poética na década de 70, e que, de certa maneira, inseriu a crítica contemporânea no debate. Falou um pouco de sua trajetória poética, fez um recorte e tratou dos sintomas, percepção e repercussão inicial desse fenômeno literário na cidade de Barreiras.

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