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Eleições 2022

“Sociedade brasileira não vai aceitar golpe”, dispara Lula

O ex-presidente considera o impeachment de Bolsonaro pouco provável, afirma que quer “polarizar mesmo” e que a briga em 2022 será “entre a democracia e o nazismo”…

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Lula

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Alexandre Schneider / Getty Images

Ainda sem confirmar oficialmente que será candidato à sucessão presidencial em 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, durante entrevista a canais de TV alemães, que não tem medo das ameaças do atual Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao sistema eletrônico de votação e que a sociedade brasileira “não vai aceitar” um eventual golpe.

Questionado pelas repórteres Matthias Ebert, do canal de TV público ARD, e Bianca Kopsch, da Deutsche Welle, se vai lançar seu nome como pré-candidato nas eleições de 2022, o petista ressaltou ser “o que a maioria da sociedade quer”.

Com relação ao atual momento político em que o país apresenta um cenário de forte polarização e se não seria o caso de ter uma terceira via, Lula afirmou que o caminho para outras candidaturas está aberto. “Quem quer evitar Lula candidato, não vote no Lula. Quem acha que deve haver outro candidato, se lance como candidato. O que não podemos aceitar é a mentira”, respondeu.

O presidente de honra do PT, reconheceu que acha pouco provável que Bolsonaro seja retirado da cadeira presidencial por intermédio de um pedido de impeachment, mas confia que o chefe do executivo será cassado nas urnas pelo povo brasileiro. Seu objetivo, afirma, é “polarizar mesmo” no pleito eleitoral.

“Diga para o povo alemão que aqui no Brasil a disputa entre Lula e Bolsonaro é a disputa entre a democracia e o nazismo. É isso que está em disputa”,

destacou.

O ex-presidente Lula segue liderando as pesquisas na disputa eleitoral em 2022. De acordo com o último levantamento do instituto Datafolha, do início de julho, o petista tem 58% das intenções de voto nas simulações de segundo turno, enquanto Bolsonaro tem 31%, esses números mostram uma vantagem mais ampla do que na pesquisa anterior, de maio.

Com relação a ter passado as últimas eleições na prisão, e se tem algum sentimento de vingança ou ódio, Lula falou sobre o assunto. “Na verdade, não. Nem vingança, nem ódio. Eu me preparei na prisão para enfrentar a diversidade do momento que eu estava vivendo. Eu tinha consciência do processo todo, da mentira contada, da farsa e do papel que o [ex-juiz Sergio] Moro, o Ministério Público e a imprensa estavam jogando. Uma parte do que nós estamos vivendo hoje com o governo Bolsonaro, com o fascismo, o nazismo e a ultradireita fazendo tudo errado, tem muito a ver com o comportamento que a imprensa teve nos últimos anos, negando a política. Eu venci, provei que aquilo que eu dizia era verdade e estou livre”, afirmou.

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