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Comportamento

Psicólogo fala sobre policial que surtou e foi morto em Salvador

O Psicólogo Kleber Marinho explicou o que pode ter acontecido com o soldado Wesley Góes, que entrou em surto e foi morto em confronto.

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A noite do último domingo (28) foi marcada por um evento trágico. A morte do soldado Wesley Góes, que foi abatido pelo BOPE próximo ao Farol da Barra, em Salvador, repercutiu em todo o país. Diante desta tragédia, muitos podem se perguntar: o que motivou o soldado a agir de forma tão perigosa? O psicólogo Kleber Marinho comentou sobre o ocorrido.

O que aconteceu com Wesley Góes?

Antes de explicar o que pode estar por trás do comportamento do policial, é importante relembrar o que aconteceu. O soldado Wesley Góes trabalhava na 72ª CIPM, localizada em Itacaré. Na tarde do último domingo (28), o policial foi até a companhia, pegou um fuzil e saiu em direção ao Farol da Barra, ponto turístico importante de Salvador. Outros policiais perceberam que havia alguma coisa errado com Góes e resolveram segui-lo.

Wesley chegou ao Farol da Barra por volta das 14h. Com o rosto pintado de verde e amarelo, ele já saiu do carro disparando para cima, gritando palavras de ordem, afastando turistas e comerciantes. Após chegarem ao local, os policias isolaram o local e uma equipe do BOPE iniciaram a negociação que durou cerca de 3h30min, pedindo que o soldado se rendesse.

No entanto, por volta das 18:30h, o soldado efetuou vários tiros em direção a equipe do BOPE, que revidou o ataque e acabou atingindo Góes. Ele chegou a ser socorrido por uma equipe do SAMU, mas sua morte foi confirmada por volta das 23h.

Durante entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (29), o Comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Paulo Coutinho, relatou que Wesley estava utilizando um fuzil, uma arma de guerra, contra os policiais do BOPE e que as ações da equipe foram motivadas pela necessidade de evitar que o o soldado pudesse ferir ou matar alguém.

Como o psicólogo explica o comportamento de Wesley Góes?

Vários policiais, incluindo o Comandante do BOPE, relataram que o soldado Wesley Góes estava em claro estado de surto psicótico. Ele alternava alternava momentos de raiva e lucidez, falava frases desconexas e efetuava disparos.

Segundo familiares e colegas, o soldado nunca havia demonstrado nenhum sinal de que estava sofrendo algum problema psicológico.

No entanto, durante entrevista concedida ao BATV, Bruno Araújo, amigo de infância de Wesley, relatou que já fazia duas semanas que o soldado apresentava problemas no trabalho e reclamava de que estava sendo perseguido, o que pode ser um indício de que ele já estava sofrendo com algum distúrbio psicológico.

De acordo com o psicólogo Kleber Marinho, tragédias como essa, envolvendo o soldado Góes, realmente podem estar associadas a problemas mentais e desequilíbrio, resultantes de algum sofrimento anterior. Porém, as atitudes de Góes também podem estar relacionadas a outros problemas.

“Uma pessoa que comete esse tipo de ação contra pessoas em supermercados, na rua, em praças e atenta contra anônimos e desconhecidos está quase sempre em desequilíbrio ou surto psíquico e já carrega alguma patologia ou sofrimento psíquico pregresso (anterior). É difícil prever a história individual, sem conhecimento biográfico do atirador, pois pode ser alguém que sofreu bullying durante a vida e naquele momento quer promover uma espécie de vingança contra os supostos causadores de seu sofrimento. Também poderia ser um esquizofrênico que estaria em surto ou delírio paranoide, entre outras patologias. Em outros casos, são atos terroristas estratégicos de pessoas que também acabam sendo vulneráveis psiquicamente, pois acabam agindo movidos pela intolerância, inflexibilidade de pensamento e determinação monotemática”, completou o psicólogo, indicando a complexidade da comportamento apresentado pelo soldado.

Psicólogo.

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