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Culinária

Precisa de dinheiro e curte cozinhar?

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Você olha as redes sociais e encontra uma infinidade de alimentos sendo vendidos todos os dias, são marmitas para vários tipos de gostos, doces e congelados. Para quem curte cozinhar, vender alimentos no delivery pode ser uma forma bem interessante de ganhar um dinheirinho extra ou como fonte de renda principal para aqueles que estão desempregados.

É claro que, para isso, não basta apenas gostar de estar na cozinha preparando quitutes. Para manter um negócio bom que vai atrair muitos clientes existem alguns detalhes importantes que precisam ser avaliados e planejados, como definir cardápio, selecionar bons fornecedores, programar compras, organizar os valores de caixa, entre outras coisinhas. 

Vamos deixar aqui algumas dicas para que você possa começar a pensar no assunto. 

Curte cozinhar qual produto?

A primeira coisa que você precisa decidir, sem dúvida, é qual produto será o seu carro-chefe. Pense com carinho naquilo que você manda melhor e que sabe que vai deixar os clientes babando de satisfação e querendo pedir sempre mais. 

Comece a planejar

Olha de forma bem realista para o mercado alimentício e se pergunte: há clientes que consomem o que eu quero oferecer? Ele vai resolver as questões de praticidade de uma família? Quem são meus concorrentes? O que eu preciso para começar? Consigo produzir meu próprio produto? Quais serão os meus gastos com compras? Quanto preciso vender por dia? Será que os clientes estão dispostos a pagar o valor que eu quero cobrar?

É interessante que você pense bastante nas respostas dessas perguntas, pois serão elas que te darão uma ideia do seu perfil de comprador e como atendê-lo da melhor forma.

Os fornecedores precisam ser seus aliados

Para muitos negócios que estão começando, o caminho mais utilizado é o das compras em atacados ou na zona cerealista, que oferecem opções mais baratas. Independente de onde escolher comprar, sempre fique atento à validade dos produtos, como estão as condições de higiene do lugar e de que forma é feita a sua manipulação. Lembre-se que você estará trabalhando com alimentos e que produtos de qualidade duvidosa podem gerar muitos problemas de contaminação. Cuide da saúde das pessoas!

Lembre-se de ser criativo e responsável com a embalagem

Normalmente, para esse tipo de venda, utilizam embalagens descartáveis. Muitas empresas estão optando por se mostrarem conscientes escolhendo aquelas que são biodegradáveis para não prejudicar o meio ambiente. 

Sobre ter logotipo ou não, isso fica a critério de cada empreendedor, mas existem algumas informações básicas que precisam constar nas embalagens por ordem da coordenação de vigilância em saúde. São eles: nome do produto; ingredientes; quantidade do produto em peso/volume; origem; lote; prazo de validade; dados nutricionais; conservação.

Calcule exatamente quanto é preciso produzir e não se perca na quantidade

Para ter uma ideia da quantidade de produção, é interessante analisar o que a concorrência está fazendo. Afinal, é sempre melhor perceber que a clientela aumentou e você precisa de quantidades extras do que ficar com um investimento parado que não dá para recuperar. 

Como você vai entregar seu produto?

Hoje existem mais opções para que os empreendedores entreguem seus produtos aos clientes. Eles podem ser feitos por você mesmo, com seu carro ou moto, ou de forma terceirizada, com motoboys contratados por entrega. Empresas estão aos montes realizando esse tipo de serviço, disponibilizando diversas formas de entrega para que você não precise se preocupar. 

Caso você escolha fazer as entregas com o seu veículo, tenha o cuidado de pensar em como vai transportar. Lembre-se que você precisa ter caixas térmicas e embalagens corretas para isso. 

Não bobeie com a documentação: legalize seu negócio

Não importa quanto pequeno seja o seu negócio, legalizar é de extrema importância.

Até mesmo porque, para os pequenos, hoje existe a opção de ser Microempreendedor Individual (MEI). Essa opção exige impostos menores. E, com o CNPJ, você pode emitir notas e conseguir fornecedores mais preparados também. 

As licenças sanitárias: como conseguir?

Acreditamos que você já sabe disso, mas é sempre bom reforçar: para trabalhar com comida você precisa ter as licenças sanitárias. Um deles, por exemplo, é o Cadastro Municipal de Vigilância em Saúde (CMVS). Esse é o registro de identificação do estabelecimento e equipamentos no órgão de vigilância em saúde do município. 

Caso você escolha vender seus produtos nas ruas, vai precisar também do Termo de Permissão de Uso (TPU), que deve ser solicitado na subprefeitura da região. Depois disso, você solicita o Cadastro Municipal de Vigilância em Saúde (CMVS).

Você achou melhor produzir tudo no seu apartamento? Bom, então é melhor verificar as normas de seu condomínio para saber se esse tipo de trabalho é autorizado. Não vai arrumar uma briga com o síndico!

Alugou um salão para isso? Então vá até a prefeitura e solicite um alvará de funcionamento. Eles irão avaliar seu pedido, provavelmente com uma vistoria do corpo de bombeiros. 

O mais importante de tudo, se você curte cozinhar, não deixe seu sonho passar. Vá fazer o que gosta!

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