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Produtores rurais avançam na certificação sustentável do algodão na Bahia

Os técnicos visitaram quatro algodoeiras que vão passar por uma avaliação técnica antes da certificação final

Publicado

em

Assessoria de Imprensa Abapa | Araticum Comunicação

Os produtores rurais da Bahia dão mais um passo rumo à sustentabilidade da cadeia produtiva do algodão. Reunidos em torno da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), com o trabalho desenvolvido dentro do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), eles começaram o processo de certificação sustentável também nas algodoeiras, usinas que beneficiam o algodão, separando o caroço da pluma, logo após a colheita. Os técnicos visitaram, nesta primeira fase, quatro algodoeiras que vão passar por uma avaliação técnica antes da certificação final. Com o trabalho já desenvolvido em fazendas produtoras, a Bahia conta atualmente com 80 propriedades certificadas, que abrangem uma área de 245.219 mil hectares, representando 78,20% da produção de algodão do estado.

A coordenadora do programa de sustentabilidade ABR/Abapa, Bárbara Bonfim, explica que vem sendo verificados um total de 165 itens com parâmetros internacionais de sustentabilidade. “Por causa da pandemia e das restrições de isolamento, foi realizada uma autoavaliação pelas próprias unidades, e a partir deste retorno, elaboramos um plano de correção para adequação de não conformidades”, afirma. Assim como acontece com a avaliação nas propriedades, as algodoeiras também passam pela avaliação no cumprimento das normas de saúde e segurança dos trabalha dores, infraestrutura e projetos de responsabilidade social e de integração com a comunidade.

“A principal diferença está ligada ao ramo de atividade. O ABR nas fazendas aprofunda na Norma Regulamentadora (NR)-31, que estabelece por exemplo, o armazenamento adequado dos defensivos agrícolas e requisitos relacionados a saúde e segurança do trabalhador na área rural. Já nas algodoeiras, a NR-12, especifica sobre a segurança do trabalhador no manuseio de máquinas e equipamentos ligados à indústria de beneficiamento da pluma”,

reforça Bonfim.

Para o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, os produtores de algodão mostram mais uma vez que estão organizados e comprometidos em comprovar, para o mercado consumidor e sociedade, que a cadeia produtiva do algodão da Bahia é sustentável. “Estamos iniciando, com a inauguração de um escritório para promover o algodão na Ásia, uma nova etapa para a fibra brasileira. Queremos demonstrar que, além de qualidade e produtividade, somos campeões em sustentabilidade, e esperamos que este comprometimento traga competitividade e rentabilidade para o algodão brasileiro”, reforça Busato.

Desde quando foi iniciado o programa ABR nas fazendas produtoras de algodão da Bahia, em 2011, a área classificada como sustentável saiu de 21,1% para 78,2% desta safra 2019/2020. Segundo maior polo de algodão do Brasil, a Bahia comercializa 60% da fibra para o mercado interno e 40% para o externo, principalmente para países asiáticos como China, Bangladesh, Turquia e Vietnã.

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