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Bahia sai na frente e aprova plano estadual de manejo da Helicoverpa armígera

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01O Programa Fitossanitário da Bahia foi validado na última quinta-feira (30), no município de Barreiras, durante uma reunião com a presença de representantes do Grupo Operacional de Emergência Fitossanitária ( Aiba, Abapa, Adab, Aeab, Fundação Ba, consultores e entomologistas) produtores rurais, pesquisadores da Embrapa e representantes da secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri).

Após a validação do Programa, o passo seguinte será definir as estratégias para as ações de campo que deverão ser iniciadas a partir do dia 18 de novembro. “Vamos fazer reuniões com os produtores nas comunidades para falar sobre a situação da Helicoverpa no Estado, apresentar o Programa Fitossanitário e explicar a importância de colocá-lo em prática e seguir em frente.”, afirmou Júlio Cézar Busato, presidente da Aiba.

As ações serão coordenadas pela Aiba e Abapa e utilizarão a estrutura do Programa de Monitoramento e Controle do Bicudo que, hoje, fiscaliza mais de 500 mil hectares e 69 algodoeiras no Oeste da Bahia. O Programa Fitossanitário será coordenado por um agrônomo e terá, inicialmente, oito técnicos realizando o trabalho de campo. A expectativa é de que mais pessoas sejam contratadas.

Para o diretor da Abapa, Celito Missio, o Programa Fitossanitário tem tudo para dar certo por ter partido dos próprios produtores. “Produtores, agrônomos, consultores, Assomiba, Aciagri e, agora, a Abacafé que se juntou ao grupo, todos nós temos que ser fiscais e propagadores desta mensagem.”, explicou Missio.

O programa Fitossanitário da Bahia está orçado em R$ 6.300 mi e deverá ser custeado com recursos dos produtores rurais, empresas privadas e governo do Estado.

O Programa
Elaborado pelos grupos de trabalho formados por pesquisadores, consultores e técnicos do Oeste da Bahia, técnicos de empresas, Adab, além de entomologistas do Brasil e da Austrália, o Programa Fitossanitário da Bahia foi validado com a seguinte estrutura:

O grupo de Calendário de Plantio e Vazio Sanitário definiu prazo para a duração e a posição do vazio sanitário; datas de plantio e colheita das culturas; porcentagem de refúgio para as culturas de milho e algodão e as estratégias de uso do refúgio estruturado. Sobre o vazio sanitário foi destacado que o objetivo é evitar a ponte verde para pragas infestantes e ele será revisto anualmente, respeitando a legislação vigente. O segundo grupo com tema Calendarização do uso de Inseticidas sistematizou as recomendações para as culturas do algodão, milho e soja.

O grupo de Agentes de Controle Biológico, em parceria com universidades e institutos de pesquisa, fez testes com parasitóides, bactérias, fungos e vírus para combater a Helicoverpa spp.

O grupo de Áreas Irrigadas estabeleceu a eliminação mecânica de pupas; o uso intensivo de produtos biológicos e inimigos naturais para o controle de pragas e uso de armadilhas e iscas tóxicas, além de outros métodos para o controle físico de mariposas. Foi ressaltada a importância da rotação e culturas; definição de janelas de plantio; adoção de áreas de refúgio e destruição de restos culturais, plantas voluntárias e outros hospedeiros.
Por fim, foram apresentadas as propostas do grupo de Controle de Pupas (sequeiro e irrigado) formuladas, sob orientação, do entomologista australiano, doutor David Murray. As ações são o estabelecimento de métodos de amostragem de pupas no solo e o levantamento de espécies inimigas naturais de pupas.

Fonte: Ascom Aiba/ Abapa

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