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A atual cotação do agro é favorável aos produtores do Oeste?

A safra de grãos está com cenário positivo de acordo com as cotações…

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Cotação do Agro

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Reprodução Blog da Aegro

As constantes alterações na cotação dos produtos do agronegócio fazem com que os produtores fiquem em alerta. Uma hora é o clima, na outra é o cenário político, sem falar nas incertezas cambiais, ou seja, isso tudo são fatores que podem afetar de forma drástica a vida de quem depende do agronegócio. E as mudanças são sempre muito rápidas, o que não ajuda, se não houver um acompanhamento constante para se prevenir com antecedência, e com isto, evitar que estas alterações afetem a produção, cultivo e principalmente, a exportação dos diferentes itens.

Muitos dos produtores agrícolas não tiraram os olhos das condições climáticas e das cotações do mercado em seus diferentes nichos de atuação. Por exemplo, acompanhar as altas e baixas da soja. Mesmo com projeções de alta, são muitos os desafios para realizar o orçamento da próxima safra, com destaque para os fortes reajustes dos preços médios dos fertilizantes nos mercados internacional e nacional.

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a Soja aparece entre as cotações mais favoráveis na atual cotação do agronegócio.

O Brasil terá uma boa demanda de soja, farelo e óleo no segundo semestre, e neste ano o quadro estará muito apertado. No primeiro semestre, mais de 60% da safra já havia sido destinada à exportação e, até o final de julho, este volume ficará acima dos 72%, restando pouco para atender à demanda interna.

Com menos de 12 milhões de toneladas para serem negociadas (parte deste volume certamente ainda irá para a exportação), as importações ganharão ritmo antes do meio do ano e até o final de julho e a expectativa é que mais de 240 mil toneladas de soja sejam importadas.

Com cotações favorecendo os produtores que também já negociaram grande parte da safra de 2022, os produtores do Oeste Baiano comemoram.

A primeira estimativa para a safra de 2022, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), prevê a produção de 270,7 milhões de toneladas de grãos, cereais e leguminosas.

De acordo com o instituto, se os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) forem confirmados, será um recorde da série histórica, iniciada em 1975, com um aumento de 7,8% em relação às estimativas deste ano, o que representa 19,5 milhões de toneladas a mais.

Cotação do Agro
O milho puxa a produção nacional | Foto: Freepik

A expectativa do IBGE é que a produção seja puxada pelo milho, após uma queda grande na safra do grão deste ano, por causa do atraso do plantio da segunda safra e da falta de chuvas nos principais estados produtores.

Para 2022, a previsão é de alta de 11,1% para a primeira safra, com 2,8 milhões de toneladas, e de 26,8% para a segunda safra, com 16,2 milhões de toneladas.

Os preços mínimos fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de acordo com a proposta enviada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) favorecem o produtor no cenário atual.

Os cálculos para a composição dos valores levam em consideração aspectos como os custos de produção ao agricultor e diversos fatores que influem nas cotações dos mercados, como a conjuntura do mercado interno e externo, a oferta e demanda nacional e mundial, a evolução dos preços, além da paridade de importação e exportação, entre outros fatores.

Os preços mínimos são básicos para a operacionalização de instrumentos de apoio à comercialização, tais como as Aquisições do Governo Federal (AGF), o Prêmio para Escoamento do Produto (PEP) e os mecanismos de financiamento.

Diante das instabilidades climáticas, o mercado internacional tem se comportado favorável ao produtor. Os preços da oleaginosa estão subindo na Bolsa de Valores de Chicago. Entre o final de 2021 e início de 2022, houve uma série de aumento dos preços. Isso chegou a US$ 14/bushel em 10 de janeiro de 2022, maior patamar desde agosto de 2021. 

Segundo o gerente da pesquisa divulgada recentemente pelo IBGE, além da previsão de normalidade climática para o próximo ano, a alta do dólar incentiva os produtores de commodities. “Outra razão para a perspectiva de recorde diz respeito à questão econômica. Apesar do aumento dos custos de produção, os preços das commodities agrícolas como milho, trigo e soja estão altos, ajudados pela valorização do dólar, fazendo o produtor aumentar o plantio e investir mais nessas lavouras”, explica Carlos Barradas.

O instituto prevê crescimento de 0,8% na produção de soja, com 1,1 milhão de toneladas a mais; de 2,4% no algodão herbáceo em caroço, com 84,9 mil toneladas, 12,8% no sorgo, com 302,4 mil toneladas; 6,9% no feijão primeira safra, com 80,9 mil toneladas, e aumento de 9,8% no feijão segunda safra, com previsão de 101 mil toneladas.

Neste cenário, a atual cotação do agro é favorável aos produtores do Oeste, que comemoram, pois, a implantação das lavouras de soja foi a melhor dos últimos anos de acordo com o presidente do Conselho Técnico, Orestes Mandelli. Mesmo com a possibilidade de maior incidência de fungos e doenças por conta do excesso de chuvas, os analistas optaram por manter as médias pré-estabelecidas.

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